Apostas para o próximo prefeito de Ponta Grossa

Analistas políticos fazem as suas previsões para as eleições municipais de 2020 e apontam nomes que podem surpreender na corrida eleitoral

Por Michelle de Geus

As eleições municipais só vão ocorrer em 2020, mas o cenário político de Ponta Grossa já começa a se desenhar. Os principais nomes que deverão disputar o cargo de prefeito já são conhecidos da população, como o deputado federal Aliel Machado (PSB); o empresário e ex-deputado estadual Marcio Pauliki (SD); lideranças ligadas ao atual prefeito, como a vice-prefeita Elizabeth Schmidt (sem partido) e o presidente da Câmara Municipal de Ponta Grossa, Daniel Milla (PV); e, por fim, alguém ligado ao apresentador e ex-prefeito Jocelito Canto. Nomes como o advogado Leandro Dias (PSOL) e o professor Sérgio Gadini (PSOL) também poderão concorrer.
Numa época em que tanto se fala de “nova política”, a população já começa a se perguntar se Ponta Grossa não pode oferecer novos nomes para o cargo mais importante da cidade. Períodos de eleição, como o que se avizinha, sempre são propícios para o surgimento de lideranças que lancem um novo olhar sobre o município. Considerando todo esse cenário, convocamos alguns dos principais analistas políticos de Ponta Grossa para responderem à pergunta que todos estão fazendo: quem será o próximo prefeito de Ponta Grossa? Confira a seguir o que vem sendo articulado nos bastidores e quais são os nomes que podem surpreender nas próximas eleições.

OLHAR A CIDADE COMO UM TODO
O ideal é que a cidade seja governada por alguém que tenha uma visão social alargada, que contemple o município como um todo e discipline a sua expansão urbana, de modo a garantir qualidade de vida aos habitantes. Uma cidade do porte de Ponta Grossa não poderia, por exemplo, ter uma obra medíocre, como o chamado Contorno Leste, projetado no governo do prefeito Péricles de Holleben Mello e executado no segundo governo do prefeito Pedro Wosgrau Filho. Fora as pré-candidaturas de políticos conhecidos, incluindo o candidato apoiado pelo prefeito Marcelo Rangel [PSDB] e o secretário Sandro Alex [PSD], eu colocaria, como novidade do pleito, o nome do empresário e produtor rural Douglas Taques Fonseca, presidente da Associação Comercial e Industrial de Ponta Grossa [ACIPG].”
   ADAIL INGLÊS, analista político e editor do site www.adailingles.com.br
NOVAS POSSIBILIDADES PARA PONTA GROSSA
As eleições de 2020 vão marcar o final de um ciclo, com o término dos dois mandatos do prefeito Marcelo Rangel. Com isso, abre-se a possibilidade de novas lideranças. Nesse sentido, dentro do próprio grupo ligado ao atual governo, surge o nome do engenheiro civil e secretário de Infraestrutura e Planejamento, Celso Sant’Anna. Ele tem a simpatia do prefeito e desponta como possível candidato. Outro novo nome que também pode encabeçar a chapa governista é o do vereador licenciado e secretário de Governo, Maurício Silva [PSB]. Dentro do meio empresarial, dois nomes são vistos com bons olhos pelos partidos. Tratam-se de Álvaro Góes, da empresa GMAD e presidente do grupo gestor do Operário Ferroviário Esporte Clube [OFEC], e de Douglas Taques Fonseca, ruralista e presidente da ACIPG. No âmbito da Câmara, pelo menos três novos nomes deverão pleitear uma candidatura: Ricardo Zampieri [PSL], Felipe Passos [PSDB] e o presidente da Casa, Daniel Milla.”
EDUARDO FARIAS, jornalista, apresentador do ProgramaDocCom na TV Educativa e editor do site www.blogdodoc.com
UMA NOVA CONFIGURAÇÃO NO JOGO
Dois fatos vão mudar bastante a configuração do jogo político nas eleições municipais de Ponta Grossa em 2020: não haverá reeleição e o secretário Sandro Alex está impedido de ser candidato. A vice-prefeita Elizabeth Schmidt, que já esteve com mais vontade de ser a candidata do grupo ligado ao prefeito Marcelo Rangel, parece perder espaço para o atual presidente do Legislativo, Daniel Milla, vereador experiente e que desponta como um dos principais nomes. O secretário de Governo e vereador licenciado, Maurício Silva; o secretário de Planejamento, Celso Sant’Ana; e o secretário de Serviços Públicos, Márcio Ferreira, também estão na disputa para receber apoio do grupo político. Além disso, há uma grande possibilidade de que saia da Câmara Municipal ao menos um candidato. Ricardo Zampieri, atual presidente do PSL local e destaque da oposição, e o vereador Felipe Passos [PSDB], que fez mais de 25 mil votos para deputado federal em Ponta Grossa no ano passado, são os nomes mais lembrados.”
PAULO SÉRGIO RODRIGUES, jornalista, radialista e editor-chefe do site www.politicaemdestaque.com.br
UMA CIDADE REFÉM DOS MESMOS GRUPOS
Com a proximidade do ano eleitoral, novamente a população de Ponta Grossa faz o seguinte questionamento: até quando a cidade vai ficar na mão dos mesmos grupos políticos? O ex-deputado e empresário Marcio Pauliki tenta, pela segunda vez, formar alianças para a sua candidatura. O grupo do atual prefeito Marcelo Rangel e do deputado federal licenciado Sandro Alex busca lançar um candidato, mas ainda não há um nome forte. Por enquanto, as lideranças que estão em teste pelo grupo de Rangel são do secretário de Planejamento, Celso Sant’Ana, e da vice-prefeita, Elizabeth Schmidt. Tanto Pauliki quanto Rangel podem se aliar com outro nome, que aparece como possível candidato: o deputado federal Aliel Machado. Quem também está tentando participar das eleições, não como candidato, mas nos bastidores, é Jocelito Canto. Ele tenta emplacar a sua filha, Joce Canto, em uma das chapas majoritárias. O único nome que foge dos tradicionais é o do presidente do grupo gestor do OFEC, Álvaro Góes. Trata-se de um empresário respeitado e que tem sido muito procurado por todos os grupos, até mesmo para uma composição como vice.”
MARELI MARTINS, jornalista, radialista e editora do site www.marelimartins.com.br

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