Assembleia do SINDUEPG discute proposta do governo estadual

O SINDUEPG (Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa)  convocou Assembleia Geral Permanente para esta quarta-feira, 24 de julho, onde será avaliada a proposta do governo do Estado frente às reivindicações da categoria. A reunião acontece no Auditório da Engenharia Civil, no Campus Uvaranas da UEPG, com primeira chamada às 14 horas e, segunda chamada, às 14h30. Os professores estão em greve desde o dia 27 de junho.

As perdas salariais devidas pelo Governo já somam 17,04%, desde 2016. A proposta apresentada por Ratinho Junior (PSD) prevê recuperação de 5,08% parcelados até 2022, condicionados a aumento da arrecadação do estado. A primeira parcela de 2% seria paga somente em janeiro de 2020. Na Assembleia Geral, os professores analisarão a proposta. Outras Universidades já realizaram assembleias e definiram pela rejeição da proposta e consequente manutenção da greve.

O presidente do SINDUEPG, Marcelo Ubiali Ferracioli, ressalta que o Sindicato defende a manutenção da greve à medida em que entende que a proposta está muito aquém das reivindicações apresentadas pelas Universidades. “O reajuste de 5% está muito distante das perdas salariais de 17,04% acumuladas ao longo dos anos. Não estamos tratando de aumento real, apenas reposição. As nossas demais reivindicações também não foram atendidas, a exemplo do arquivamento da minuta de Lei Geral das Universidades, que consideramos um retrocesso, um engessamento e uma amputação da autonomia universitária”, enfatiza.

Professores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) rejeitaram a proposta na quarta-feira, 17, em assembleia unificada (Sinteemar, Aduem, Afuem e Sesduem). Os docentes da Universidade Estadual de Londrina (UEL), representados pelo Sindiprol/Aduel, deliberaram na quinta-feira, 18, pela rejeição da proposta. Na sexta-feira, 19, a assembleia dos professores da Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro), representados pelo Adunicentro, decidiram por manter a greve, assim como os docentes da UNESPAR. Nesta terça-feira, 23, na Universidade Estadual do Centro-oeste (Unioeste) as assembleias do Adunioeste e do Sinteoeste também recusaram a proposta do governo. 

O Comando Sindical Docente (CSD), que reúne os sindicatos que representam os professores das Universidades Estaduais, também se reuniram com o superintendente da SETI (Superintendência de Ciências e Tecnologia), Aldo Bona, na segunda-feira, 22. O tema discutido foi a Lei Geral das Universidades (LGU), que acaba com a autonomia das Universidades Estaduais e reduz o número de professores e agentes universitários, em desconformidade à Lei 16555/2010. O arquivamento da minuta de LGU é uma das pautas das greves dos professores das Instituições de Ensino Superior do Paraná.

Entre as pautas da greve docente na UEPG, além do reajuste salarial e arquivamento da LGU, estão o arquivamento do Projeto de Lei Complementar (PLC) 04/2019, que extingue direitos dos servidores e precariza serviços pública; a nomeação de professores aprovados em concursos públicos já realizados e a abertura de novas vagas de concurso para professores efetivos.

Com informações da Assessoria de Imprensa/Foto: UEPG

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