IAP autoriza operação de Aterro Sanitário e moradores se revoltam

Imagens enviadas por moradores mostram uma enchente do rio, que passa ao lado do Aterro Sanitário

Por Igor Rosa

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) autorizou o início das operações do Aterro Sanitário, localizado na região de Guaraúna, em Teixeira Soares. A decisão gerou revolta entre os moradores que afirmam que o local é inadequado, tendo em vista a distância com o Rio Guaraúna, que desemboca no Rio Tibagi.

Em entrevista ao portal D’Ponta Web News, o presidente do IAP, Everton Luiz da Costa Souza, afirmou que estudos foram feitos e não há irregularidades que impeçam a operação do Aterro.

Do outro lado estão os moradores que exigem que a autorização seja revogada até que novos estudos comprovem a possibilidade de operação efetiva do novo Aterro Sanitário.

Vereadores de Ponta Grossa e Teixeira Soares buscaram apoio do Instituto Progresso e Cidadania, que afirma que a instalação é irregular e há uma grande possibilidade de um grande impacto ambiental. “É inadmissível construir um aterro sanitário na beira de um recurso hídrico”, exclamou Patrícia Tuma Hilgemberg, presidente da Instituição.“Nós tempos que preservar nosso manancia, porque o risco de um acidente ambiental, um chorume que possa vazar e contaminar o rio, ou uma cheia que possa invadir o aterro. O que não pode é arriscar”, conclui.

O verador de Ponta Grossa, Celso Cieslak, diz que vai recorrer esta decisão. “O mesmo empresário que está construindo este aterro, foi condenado a nove ano, inclusive por falsificação de licenças ambientais. O lençol freático é raso, não pode de forma alguma descartar o lixo nesta região”,salientou.

O que diz o Estado

Em uma entrevista exclusiva ao portal D’Ponta Web News, o secretário ambiental do Paraná, afirmou que confia nos estudos feitos pela sua equipe e não há possibilidade nenhuma de um futuro impacto ambiental. “Fiz uma vistoria de helicóptero e mesmo com muita chuva é impossível contaminar o rio que passa ali”, disse.  “Este grande lixão de Ponta Grossa, este sim causa impactos na natureza”, concluiu.

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