Morre o jornalista Paulo Henrique Amorim aos 77 anos

O jornalista morreu no Rio de Janeiro vítima de um infarto

Morreu na manhã desta quarta-feira (10) o jornalista Paulo Henrique Amorim. Seu último trabalho foi na RecordTV, como apresentador do Domingo Espetacular, até junho deste ano.

Segundo a mulher do jornalista, Amorim morreu em casa aos 77 anos, no Rio de Janeiro, quando sofreu um infarto fulminante.

Paulo Henrique Amorim estava na Record TV desde 2003 e deixa um legado para o jornalismo brasileiro, uma vez que passou por diversos jornais, revistas e emissoras de televisão do país. Paulo Henrique estreou no jornal A noite, em 1961. Depois foi trabalhar em Nova York, como correspondente internacional da revista Realidade e, posteriormente, da revista Veja. Na televisão, passou pela extinta TV Manchete e pela TV Globo, também como correspondente internacional.

Em 1996, Paulo Henrique Amorim foi para a TV Bandeirantes, onde apresentou o Jornal da Band. Depois, foi para a TV Cultura. Em 2003, foi contratado pela TV Record, onde apresentou o Jornal da Record. Ajudou a criar a revista eletrônica Tudo a Ver na emissora. Depois, assumiu a apresentação do Domingo Espetacular, onde ficou até junho deste ano.

Paulo Henrique Amorim trabalhou em jornais, revistas, televisão, Internet e publicou livros. Cobriu eventos com repercussão internacional: a eclosão do vírus ebola na África (1975 a 1976); a eleição (1992) e a posse do então novo presidente norte-americano Bill Clinton (1993); os distúrbios raciais (1992) e o terremoto (1994) de Los Angeles; a guerra civil de Ruanda e a rebelião zapatista no México (1994).

Paulo Henrique Amorim é um forte crítico da imprensa, e um dos criadores da sigla PiG(Partido da Imprensa Golpista), comportamento este que já levou a ser condenado por injúria e difamação por profissionais da imprensa. Um dos seus maiores alvos na imprensa é a Rede Globo. Em 2015, lançou o livro “O Quarto Poder– Uma Outra História”. PHA também é um crítico da Operação Lava Jato. Em março de 2016, em um vídeo que publicou no YouTube, PHA acusou a Polícia Federal do Brasil de atuar de forma “golpista”, “irresponsável”, “subversiva” e “criminosa”, sugerindo que a então presidente Dilma demitisse todos os servidores do órgão, “do diretor-geral ao contínuo que serve cafezinho”. 


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