Um legado para a infraestrutura

Sandro Alex trabalha pela ampliação do Anel de Integração do Paraná, que deverá reduzir custos de pedágio e expandir a economia do estado

Antes mesmo de assumir a cadeira como deputado federal, para a qual foi eleito com mais de 100 mil votos em outubro de 2018, Sandro Alex (PSD) recebeu um convite especial do governador Ratinho Junior (PSD): assumir a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SEIL), apontada como uma das secretarias de maior relevância no governo estadual. Desafio aceito, no primeiro dia de janeiro deste ano o ponta-grossense foi empossado como titular da pasta.
Passados seis meses da posse SEIL, Sandro não tem dúvidas quanto às prioridades da pasta. Uma delas, em especial, deverá ser um dos maiores legados da atual administração para o estado. Trata-se da ampliação do Anel de Integração do Paraná.

Novo desenho
Atualmente, o Anel de Integração conta com quase 2,6 mil quilômetros. Criado há mais de 20 anos, para conceder as principais rodovias paranaenses à iniciativa privada, ele integra os maiores centros econômicos do estado, seguindo as extensões das BRs 277, 376, 369, além de outros trechos de rodovias federais e estaduais. Desde então, a frota praticamente triplicou. Além disso, há outras estradas que exibem fluxo alto, que exigem um novo olhar do governo. Por essa razão, mais 1,5 mil quilômetros de rodovias serão incluídos no modal rodoviário estadual, para novas concessões.
“Estamos trabalhando com muita seriedade no Anel de Integração. Estamos fazendo um novo desenho do anel, que passou de 2,6 mil quilômetros para 4,1 mil quilômetros, integrando novas rodovias estaduais em um novo modelo”, detalha o parlamentar. Além de beneficiar a população de outras cidades, que terão rodovias com melhor trafegabilidade, o anel induz ao crescimento desses municípios e possibilita a criação de corredores de transporte e de escoamento de produção, que contribuem para desenvolver a economia e ampliar a competitividade do Paraná.

“Vou conversar com embaixadores e investidores porque quero o mundo disputando as nossas rodovias. Quero chineses, canadenses e quantos grupos queiram disputar” (Sandro Alex)

Sandro Alex (à esquerda) com o governador Ratinho Júnior (PSD) e membros do governo do estado (Foto: Divulgação)

Economia
Todos os trechos serão licitados junto com os trechos que já têm pedágios. “Em 2021, vamos fazer um leilão e corrigir todos os erros do passado”, explica Sandro. O novo modelo abrirá licitações em âmbito federal, para que a visibilidade seja maior, garantindo mais competitividade e valores mais acessíveis ao consumidor. “Em vez de a União delegar estradas federais para o Paraná, propus que eles recebessem algumas estradas estaduais. Estou fazendo o inverso, porque, se eu licito somente as estaduais no Paraná, eu jamais vou chegar a uma condição de preço e disputa quanto colocá-las junto com as BRs 277 e 376, que têm alto fluxo e compensam ter uma tarifa bem menor”, acrescenta o secretário.
Com a estratégia dando certo, o consumidor final deverá sentir um grande alívio no bolso, pois pagará consideravelmente menos nas praças de pedágio. “Na nova modelagem, buscamos uma economia de, pelo menos, 50%”, adianta Sandro, esclarecendo que a economia será possível em virtude do interesse que o novo modelo deverá despertar em empresas de outros países. “O governo federal vai leiloar 10 mil quilômetros de rodovias, e só no Paraná serão 4,1 mil. Vou conversar com embaixadores e investidores porque quero o mundo disputando as nossas rodovias. Quero chineses, canadenses e quantos grupos queiram disputar”, afirma ele, acrescentando que, quanto maior a disputa, menores a tarifa e o custo ao usuário.


Viabilidade
O parlamentar reconhece a importância de sua proximidade com o atual ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, para incluir as rodovias estaduais no “leilão”. Mas ele também precisou provar a viabilidade da proposta. “Não foi fácil, porque o ministério não queria incluir novas rodovias. Nós os convencemos de que a PR 323, por exemplo, tem um fluxo tão grande quanto as federais. E levantamentos técnicos mostram que é viável colocar essa rodovia no anel. Mas isso tudo será feito com audiência pública, participação da sociedade, da Assembleia Legislativa [ALEP] e dos órgãos de fiscalização”, assinala.

“Na nova modelagem do Anel de Integração, buscamos uma economia de, pelo menos, 50% para o usuário dos pedágios” (Sandro Alex)

O novo modelo, segundo Sandro Alex, vai possibilitar ao consumidor final pagar menos nas praças de pedágio (Foto: Divulgação)

Trechos e obras
Entre os trechos de rodovias que serão incluídos no pacote de concessões, está também o da PR 280, que corta o sudoeste e é muito usada no transporte entre Brasil e Argentina. Nos Campos Gerais, o destaque fica por conta da PR 092, trecho de 140 quilômetros entre Jaguariaíva e Santo Antônio da Platina, no norte pioneiro.
A BR 153, a “transbrasiliana”, também vai entrar no pacote, trazendo um novo ganho logístico à região. “A 153, no trecho dos Campos Gerais, não tem pavimento entre Alto do Amparo e Imbituva”, justifica Sandro. Para os novos contratos, também há a previsão de que todas as duplicações já previstas sejam concluídas. Estão inseridos a construção de contornos rodoviários em Ponta Grossa, Londrina e Cascavel.


Outros modais
Mais obras de infraestrutura com impacto direto na região também foram destacadas por Sandro. A começar pelo aeroporto Sant’Ana, de Ponta Grossa, que deverá receber R$ 35 milhões para a construção de um novo terminal de passageiros e outras melhorias. Também serão licitados pelo governo federal, no segundo semestre, os aeroportos Afonso Pena e Bacacheri (Curitiba), o Governador José Richa (Londrina) e o Cataratas (Foz do Iguaçu).
Em se tratando de ferrovias, o parlamentar destaca a Ferroeste, que opera o ramal que sai de Cascavel e passa pela região dos Campos Gerais, inclusive por Ponta Grossa. “O governador está muito interessado na malha ferroviária. Ele quer a expansão do porto para 80 milhões de toneladas, e, para isso, precisa melhorar o modal ferroviário”, informa Sandro, sublinhando que Ponta Grossa tem a melhor logística do estado, o que atrai mais investimentos.

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